Integridade é descrita como o “estado ou qualidade de ser eticamente sólido e moralmente bem ajustado. O conceito é sinônimo de honestidade, autenticidade e sinceridade” [1]. O termo também se relaciona com firmeza de caráter e conduta ilibada. Tal definição se assemelha ao requisito bíblico de ser irrepreensível (1Tm 3.2). Isso significa afirmar que o líder cristão deve “sobrepujar os padrões de moralidade do mundo… e, não pode ser surpreendido fora dos limites da integridade” [2].

 Essas características são necessárias não apenas na liderança exercida no âmbito da igreja, mas também no local de trabalho, nas atividades acadêmicas, no ambiente familiar e nas relações sociais. Os líderes que possuem tais virtudes exercem influência nas pessoas e são capazes de mudar o curso de suas vidas de maneira positiva e permanente. São líderes com esses atributos que a Igreja reclama.

 No serviço cristão os que lideram com integridade se preocupam em agradar ao Senhor que os chamou (Gl 1.10). Diante dessa postura não se deixam manipular por velhas ou novas amizades, laços familiares ou pressões políticas (Tg 4.4). Repelem com veemência o suborno e não se ufanam com a falsa bajulação (1Sm 12.3). Nas atividades eclesiásticas não buscam cargos ou posições. Não articulam e nem manipulam as informações dos bastidores. Não coadunam com rebeliões e nem fazem parte do grupo de falsos moralistas (Jd 1.11). Não buscam primazia e nem os holofotes.

 O zelo pela palavra de Deus os mantém afastados da heresia e do engano. Conhecem as Escrituras e a defendem (Jd 1.3). Não são levados por ventos ou modismos doutrinários e nem se deixam ludibriar (Hb 13.9). Não participam de movimentos espirituais de cunho e origem duvidosas. E sempre que necessário, usam a Palavra com autoridade “tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes” (Tt 1.9).

 Com esse modelo de liderança a Igreja cristã poderá dar uma grande guinada em direção a santificação. Concessões não serão toleradas e assim o pecado será encarado e tratado e não simplesmente ignorado. A cultura do politicamente correto será abominada e extirpada das decisões eclesiásticas. Posturas anticristãs serão condenadas e seus defensores e articuladores disciplinados e afastados da liderança.

 A ênfase na fama e poder aquisitivo serão substituídos pelas virtudes e o bom testemunho. Os fins já não mais justificarão os meios. A prosperidade da Igreja não dependerá de doações ou de recursos de origem suspeita. As orientações bíblicas serão cumpridas e os cargos e funções não serão indicados por tráfico de influência. Ficaremos próximos do padrão bíblico de uma igreja sadia, guiada única e exclusivamente pelo Senhor e sua Palavra.

Pense nisso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista

Fonte: CPADNEWS